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sexta-feira, 20 de abril de 2012

25 de Abril de 1974 - A revolução dos cravos

Naturalmente que já ouviste falar no 25 de Abril de 1974, mas provavelmente não conheces as coisas como os teus pais ou os teus avós que viveram nesta época.
Sabias que o golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"?
Diz-se que foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente.
Mas como não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas.
Em vez de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança!
O povo português fez este golpe de estado porque não estava contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura. Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos!
Enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam em democracia, o regime português mantinha o nosso país atrasado e fechado a novas ideias.
Sabias que em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe? Era complicado continuar a estudar depois disso. E sabias que os professores podiam dar castigos mais severos aos seus alunos?
Todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão.

Antes do 25 de Abril, todos se mostravam descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e as manifestações dos estudantes deram muitas preocupações ao governo.
Os estudantes queriam que todos pudessem aceder igualmente ao ensino, liberdade de expressão e o fim da Guerra Colonial, que consideravam inútil. 
Sabias que os países estrangeiros, que no início apoiavam Salazar e a sua política, começaram a fazer pressão contra Portugal. Por isso o governante dizia que o nosso País estava "orgulhosamente só".
Quando Salazar morreu foi substituído por Marcelo Caetano, que não mudou nada na política.
A solução acabou por vir do lado de quem fazia a guerra: os militares. Cansados desse conflito e da falta de liberdade criaram o Movimento das Forças Armadas (MFA), conhecido como o "Movimento dos Capitães".
Depois de um golpe falhado a 16 de Março de 1974, o MFA decidiu avançar.
O major Otelo Saraiva de Carvalho fez o plano militar e, na madrugada de 25 de Abril, a operação "Fim-regime" tomou conta dos pontos mais importantes da cidade de Lisboa, em especial do aeroporto, da rádio e da tv.
As forças do MFA, lideradas pelo capitão Salgueiro Maia, cercaram e tomaram o quartel do Carmo, onde se refugiara Marcelo Caetano. Rapidamente, o golpe de estado militar foi bem recebido pela população portuguesa, que veio para as ruas sem medo.
Sabias que para os militares saberem quando avançar foram lançadas duas "senhas" na rádio? A primeira foi a música "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, a segunda foi "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso, que ficou ligada para sempre ao 25 de Abril.
Depois de afastados todos os responsáveis pela ditadura em Portugal, o MFA libertou os presos políticos e acabou com a censura sobre a Imprensa. E assim começou um novo período da nossa História, onde temos liberdade, as crianças todas podem ir à escola e o País juntou-se ao resto da Europa. Mas ainda hoje há muito, muito caminho a percorrer...
(informação recolhida em http://www.junior.te.pt)


domingo, 30 de outubro de 2011

Mas afinal o que se passa na noite de 31 de Outubro para o dia 1 de Novembro???

Santos e Halloween: Mortos e Festas 
Dia de Todos os Santos 
Se reparares no calendário da Igreja, cada dia tem o seu santo. No entanto, há mais santos do que os 365 dias do ano...
Por isso a Igreja Católica escolheu o dia 1 de Novembro para os honrar a todos. Daí ser "Dia de Todos os Santos". Ainda por cima é feriado!
No início do século VII, o Papa Bonifácio IV designou o dia 1 de Novembro como "O Dia de Todos os Santos". No século X, a Igreja dedicou o dia 2 de Novembro às almas, em memória de todos os falecidos.
Sabes de onde vem a palavra Halloween? É que Dia de Todos os Santos diz-se em inglês All Hallows Day. E, como vais descobrir, a noite anterior a este dia é muito importante, por isso Halloween é uma abreviatura de All Hallows Even - "Noite de Todos os Santos"!
Halloween, Dia de Todos os Santos e Dia de Finados (dos Mortos) passaram a fundir-se numa mesma tradição. Tudo isto se relaciona: os santos, a vida, a morte, a festa...
Acreditava-se que na Noite das Bruxas os fantasmas voltavam à Terra em busca de alimento e companhia para levarem para o outro mundo.
Assim, as pessoas pensavam que encontravam almas penadas se saíssem de casa nessa noite.
Por isso, para não serem reconhecidas pelos fantasmas, usavam máscaras quando saíam de casa, para serem confundidas com espíritos que andavam à solta a tentar apanhar almas vivas. E para manter os espíritos longe de casa, as pessoas colocavam tigelas de comida à porta para os satisfazer e os impedir de entrar.
Também para se proteger, carregam lanternas, porque a luz e os fantasmas não se dão muito bem... Uns são da noite e das trevas (escuridão e morte) e a luz significa a vida.

"Pão por Deus"
Celebrar o Dia de Todos os Santos
Em Portugal, no dia de Todos os Santos, de manhã bem cedinho, as crianças saem à rua em pequenos grupos para pedir o "Pão por Deus".
Passeiam assim por toda a povoação e ao fim da manhã voltam com os seus sacos de pano cheios de romãs, maçãs, doces, bolachas, rebuçados, chocolates, castanhas, nozes e, às vezes, até dinheiro!
Há povoações em que se chama a este dia, o "Dia dos Bolinhos".    
Antigamente todas as pessoas iam pedir o "Pão por Deus" porque havia muita pobreza e havia mesmo necessidade de pedir.
Normalmente as pessoas punham as mesas com o que tinham em casa (comida e bebida) e, quando chegavam os pobres, entravam e comiam à vontade e à saída ainda lhes davam mais alguma coisa.
Hoje já só pedem as crianças para não se perder a tradição. E mesmo assim, só nas terras mais pequenas.
Sabias que aí é costume neste dia as pessoas confeccionarem broas para comerem e darem?
Halloween - "trick or treat!" 
A tradição de dar doces, guloseimas e frutas veio dos duendes (e da Irlanda), que eram considerados maus pelos antigos celtas.
Nessa noite eles gostavam de pregar partidas ("tricks") aos humanos.
Para lhes agradar e evitar as suas maldades, as pessoas deixavam doces e frutas ("treats") à porta das suas casas.
Daí surgiu a famosa frase "trick ou treat" que dizem as crianças norte-americanas (e canadianas) quando celebram o Halloween, o Dia das Bruxas, e pode ser traduzida como "presentes ou partidas".
Já reparaste que esta história do «Pão por Deus» das crianças portuguesas pedirem à porta das casas é parecida com a das crianças norte-americanas?
Como se diz que nessa noite os fantasmas andam à solta, todas as partidas são válidas, mas é preciso estar mascarado como eles (os espíritos) para não sermos levados pelas almas do outro mundo.
Também para se protegerem deles, os miúdos carregam lanternas feitas com uma abóbora escavada. 
Essas lanternas também se põem à porta de casa, para espantar os espíritos. 
Desde há algum tempo, Portugal tem-se deixado influenciar por muitos aspectos que não fazem parte da nossa cultura e tem celebrado o Halloween nas escolas, clubes e até em centros comerciais, mas também deviam olhar para as tradições que são mais nossas. 
(Informação recolhida em junior.te.pt)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Uma refeição literária servida no Restaurante “O Palavras Soltas”, a funcionar na nossa Biblioteca Escolar

Foi dia de festa à volta da alimentação!!! Entre "pratos especiais" os "clientes" do 3º ano foram descobrindo escritores, ilustradores, editoras... Nas ementas, a cada prato escolhido pertencia um livro... Fácil entrar no faz de conta...
Antes de entrarem os "clientes"do restaurante tinham, no wall da Biblioteca, muita informação
provérbios e adivinhas sobre a alimentação
A BE "virou" a restaurante
tudo pronto à hora de abertura do Palavras Soltas
as ementas especiais
escolhido o "prato" toca a "saborear"
conta paga, todos cantaram "Come a sopa vá lá"
uma lembrança do "Palavras Soltas" para quem participou
para oferecer aos pais

domingo, 16 de outubro de 2011

Dia Mundial da Alimentação - Informações para todos!

O Dia Mundial da Alimentação celebra-se anualmente a 16 de Outubro.
O dia 16 de Outubro marca o dia da fundação da organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura, em 1945.
A celebração do Dia Mundial da Alimentação foi estabelecida em Novembro de 1979 pelos países membros na 20ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura.


Os objectivos do Dia Mundial da Alimentação são:
  • Desenvolver medidas para combater a fome e sensibilizar as pessoas para adopção dos mesmos;
  • Sensibilizar as pessoas para necessidade da produção agrícola e estimular os apoios nacionais, bilaterais, multilaterais e não-governamentais para este fim;
  • Ajudar no desenvolvimento de novas tecnologias em países subdesenvolvidos;
  • Sensibilizar todos os países para importância da ajuda nacional e internacional na luta contra a fome, subnutrição e pobreza;
  • Estimular participação da população rural, em especial as mulheres e as camadas sociais mais desfavorecidas, nas decisões e actividades que influenciam as suas condições de vida.
Este ano o tema central do Dia Mundial da Alimentação é: "Preços da alimentação - da crise à estabilidade."

Dia Mundial da Alimentação - Informações para todos!

(Clicar nas imagens para ver tamanho XL)

sábado, 15 de outubro de 2011

Porque amanhã será o dia Mundial da Alimentação; a importância das cantinas escolares na sensibilização para práticas alimentares saudáveis

Um estudo recente da DECO, publicado na sua revista Proteste (edição 093 de outubro de 2011), garante a segurança alimentar e o respeito pelas normas de uma alimentação saudável e equilibrada na generalidade dos refeitórios escolares. Os pontos fortes assinalados neste estudo comparativo da DECO são a boa nota atribuída à variedade e equilíbrio das ementas, sendo os mais negativos e os que são alvo de maiores reclamações pelos alunos, a temperatura da comida e a disciplina no refeitório, onde por vezes o barulho é muito.

Fruta e legumes na época ideal. A fruta e os legumes são essenciais numa alimentação saudável

Saiba o mês certo para comprar os mais económicos e saborosos.
Na página da DECO poderá encontrar o calendário que lhe indica a altura ideal para saborear cada alimento. Clicando sobre a imagem de cada fruto ou legume ficará a saber tudo sobre cada um deles. Se consumir na época própria, aproveita todo o seu sabor e a melhor relação entre qualidade e preço. Por dia, o mínimo é de cerca de 400 gramas ou 5 doses.
(clicar na imagem para aceder)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Porque hoje é Dia do Professor...

Para todos aqueles que ainda AMAM uma profissão muito especial
"SER PROFESSOR"


Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama

Até hoje, 30800 visitas a esta apresentação! O nosso bem haja a quem nos "utilizou"

A informação que podes encontrar na Biblioteca sobre a República

A BANDEIRA

5 DE OUTUBRO

OS PRESIDENTES DA REPÚBLICA

(clica nas imagens para aumentar)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dia 4 de Outubro Dia do Animal

Na Liga Portuguesa dos Direitos do Animal pode ficar a saber tudo sobre legislação, adopção de animais, campanhas, animais desaparecidos.
 Para aceder clicar nas imagem

Aqui pode conhecer o Mundo dos Animais...gatos, cães, anfíbios, artrópodes, aves, cavalos, peixes, répteis e até mesmo os animais do passado.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Um tesouro chamado LIBERDADE

Clica na imagem para leres ou ouvires 
este conto de Manuel Pina

Sugestões para (re)lembrar este dia

A Flor de Abril - Uma história da revolução dos cravos


A "Flor da Liberdade" conta a história de um quadro pintado numa oficina iluminada por 37 anos de liberdade. Numa linguagem simples e escorreita, Pedro Olavo Simões explica aos mais novos como um cravo vermelho no cano de uma espingarda se fez símbolo da alvorada de um novo Portugal.
As belíssimas ilustrações de Abigail Ascenso e o relato, no qual se nota a formação jornalística do autor do texto, remetem-nos para o Portugal do início de 1974, pequenino país encolhido a um canto do mundo, como se estivesse de castigo. "O país vivia voltado de costas para fora".
No livro que foi apresentado sábado, 23 de Abril, às 16 horas, na FNAC de Santa Catarina, no Porto, Pedro Olavo Simões conta como um país pequeno, às  ordens de um homem que, mais do que reinar no mando, queria mandar no pensamento, se libertou do jugo sem disparar um tiro.
"A Flor de Abril" é "uma história da revolução dos cravos", em volta de Abril, que fala da Guerra do Ultramar, do homem que queria mandar sozinho, Salazar, e o que lhe seguiu e se rendeu, no Carmo, sem que um tiro fosse disparado, Marcelo Caetano.
Salgueiro Maia, Otelo e os Capitães de Abril, conta "A Flor da Liberdade", derrubaram a ditadura, mas foi o povo que saiu à rua e quem fez a revolução.
Sem o povo, que mais ordena, como se lê no livro e se ouve na Grândola Vila Morena recordada e explicada aos mais novos, a queda de Marcelo poderia não ter passado de um golpe de Estado, mas toda aquela gente que "não cabia em mil fotografias", consumou a revolução na rua assim que caiu o regime.
Saiu do povo a florista que cravou no cano de uma espingarda cinzenta um cravo vermelho, cor do sangue, contido durante a revolução, e apenas derramado na pidesca vingança de um punhado de agentes desesperados, que dispararam sobre o povo - quatro pessoas morreram e 45 ficaram feridas.
É essa flor, no cano dessa cinzenta espingarda que o pai de João imortaliza num quadro que pinta, carinhosamente, entre tantos outros.
É no descarnar desse símbolo, que o João, miúdo que terá ente os 8 a 12 anos, público preferencial mas não exclusivo da "Flor da Liberdade", fica a saber o que foi o 25 de Abril, como foi difícil aos portugueses aprenderem a caminhar com luz, após 48 anos na penumbra.
E também nessa flor da liberdade que o João fica a saber quanto vale um voto, que um dia o próprio terá a responsabilidade de levar a uma mesa eleitoral.
 
Título: A Flor de Abril
Autor(a): Pedro Olavo Moes e Abigail Ascenso 
Editora: Quidnovi



Este texto de Matilde Rosa Araújo, publicado em 1983 na colectânea A Velha do Bosque, é agora editado autonomamente pela Caminho, com soberbas ilustrações de João Fazenda. A obra merecia este tratamento pela qualidade do texto e pela temática seleccionada. A autora cruza a dimensão simbólica com a histórica, criando uma metáfora particularmente expressiva da libertação ocorrida em Portugal a seguir ao 25 de Abril. 
Por: Ana Margarida Ramos
Título: História de uma Flor
Autor(a): Matilde Rosa Araújo
Editora: Caminho

Recriação metafórica do 25 de Abril de 1974, a narrativa de Vergílio Alberto Vieira destaca-se pela brevidade e acessibilidade do registo seleccionado, do qual não está ausente um humor e uma ironia corrosiva. O olhar do autor sobre a realidade portuguesa, mesmo aquela que sai da Revolução de 1974, sobretudo se pensarmos que o livro assinala os 30 anos do acontecimento, não deixa de caracterizar-se, sobretudo no epílogo, por um certo desencanto. Dando especial relevo à intervenção dos militares e à forma como os capitães deram corpo a um desejo geral da nação, a narrativa, mesmo protagonizada por letras, segue de muito perto a História. 
Por: Ana Margarida Ramos
Título: A Revolução das Letras – O 25 de Abril explicado às crianças
Autor(a): Vergílio Alberto Vieira e Fedra Santos
Editora: Campo das Letras


Revisitação literária destinada ao público infanto-juvenil da Revolução de Abril, esta narrativa vem juntar-se a um corpus cada vez mais alargado de textos que recriam, de diferentes formas, aquele momento marcante da História portuguesa contemporânea. Esta edição coloca o acento tónico na questão da educação, destacando o acesso generalizado ao ensino, à escola e à formação como uma das mais significativas conquistas de Abril. Assim, o protagonista que, inicialmente, vai à escola contrariado é confrontado com uma realidade que desconhece, a dos seus pais e avós, privados de aceder livremente àquela instituição. Além disso, apresenta o analfabetismo, o trabalho infantil e a censura como estratégias conscientemente levadas a cabo por um governo que pretendia, deste modo, controlar as pessoas, inibi-las de pensar e de questionar o mundo em que viviam. O retrato de Portugal submetido à Ditadura é traçado com pormenor e é notório o apelo à valorização da Liberdade e das suas consequências. As ilustrações, coloridas e expressivas, procuram dar conta das realidades históricas retratadas, cristalizando motivos e imagens marcantes dos dois momentos que o livro recria. 
Por: Ana Margarida Ramos
Título: Do Cinzento ao Azul Celeste
Autor(a): Ana Oliveira e Helena Veloso
Editora: Calendário

Os volumes anteriores da colecção História de Portugal, respectivamente sobre a Ditadura de Salazar e a Guerra Colonial, parecem funcionar como antecedentes deste, que se centra na narrativa da Revolução de Abril propriamente dita, consequência quase natural de várias décadas de opressão, censura, pobreza e guerra. Neste livro, os elementos visuais mais marcantes são, além das personagens referenciais, retratadas com fidelidade e tornadas próximas pelo traço sensível da ilustradora, os objectos como os cravos e as espingardas. Estas, símbolo dos militares e do papel relevante desempenhado na mudança de regime, surgem, a par de outros elementos bélicos, conotadas com a Paz e a relativa tranquilidade que caracterizou a transição. Os cravos têm, na própria estrutura do livro, uma centralidade relevante, não só pelo impacto cromático da cor vermelha que surge disseminada por várias páginas, mas também por todas as conotações simbólicas que os caracterizam, associando-os ao movimento popular espontâneo, à vida e ao florescimento de um país depois de décadas de fechamento e isolamentos profundos, à esperança no futuro e nas novas gerações, aos movimentos políticos de esquerda, determinantes na preparação da acção revolucionária.
Por:Ana Margarida Ramos
Título:25 de Abril – Revolução dos Cravos
Autor(a): Paula Cardoso Almeida e Carla Nazareth
Editora: Quidnovi 

Este livro, com ilustrações de João Abel Manta que reforçam o carácter documental da publicação, assume-se como um testemunho pessoal das memórias de Abril, sobrepondo-se, de forma consciente e voluntária, o factual ao ficcional, dando conta do significado simbólico da data e das consequências que teve para Portugal e para os portugueses, permitindo ao destinatário jovem tomar conhecimento de uma realidade aparentemente longínqua, mas crucial para a compreensão do momento actual. Nesta medida, são, sempre que possível, estabelecidas analogias com a realidade presente e com a vivência quotidiana do leitor, convidado a manter vivo o espírito de liberdade e de tolerância e os ideais da Revolução. Desde os antecedentes da Revolução, com especial destaque para a censura, para a emigração forçada dos jovens em resultado da pobreza e da opressão, para as perseguições políticas e para a guerra colonial, o autor percorre os momentos mais emblemáticos que caracterizaram este período.
De: Ana Margarida Ramos
Título: O 25 de Abril Contado às Crianças… E aos Outros
Autor(a): José Jorge Letria e João Abel Manta
Editora: Terramar 


A história de um país estranho cujo povo, dominado pela tristeza, olhava o mar, suspirava pela mudança, mas nada fazia para que tal acontecesse; isso era causado pelas ratoeiras de medo que as pessoas tinham dentro da cabeça. As palavras e canções, que um cavaleiro que montava um cavalo de vento espalhou, levaram aquele povo a gritar em uníssono a palavra Liberdade. Quando isso aconteceu, os donos do país caíram da cadeira do poder e as flores e os sorrisos foram morar no coração das pessoas.
Por:Rui Marques Veloso
Título: No dia em que as flores mudaram de sítio
Autor(a): José Vaz e Agostinho Santos
Editora: Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia

 

Terceiro volume das aventuras de Luís, Ana, Filipe Nuno, a narrativa de Maria Mata, com ilustrações de Susana Oliveira, através de um curioso jogo temporal e narrativo (procedendo ao encaixe de uma narrativa dentro de outra passada 20 anos antes da primeira), recria, a partir do ponto de vista das crianças que a protagonizam, a experiência da Revolução de Abril de 74, as suas movimentações civis e militares e o significado simbólico da data. Estruturado sob a forma de uma novela histórica e integrando muitos elementos das narrativas juvenis de mistérios e aventuras, o livro cruza factos históricos com outros ficcionais, esclarecendo os leitores contemporâneos sobre os contornos daquela data. É também a funcionalidade informativa que justifica o paratexto final, contendo dados explicativos sobre o 25 de Abril e as fotografias alusivas à data, na sua grande maioria de Eduardo Gageiro.
Por:Ana Margarida Ramos 
Título: L. A. & Cª no meio da revolução
Autor(a): Maria Mata e Susana Oliveira
Editora: Civilização 
 
  
A novela de Mário Castrim tematiza, de um ponto de vista singular, a questão da vigência da Ditadura salazarista e os seus reflexos no universo escolar, recriando, através de uma narrativa encaixada, as diferenças entre a actualidade e o Estado Novo. Trata-se, de alguma forma, de aproximar os jovens leitores contemporâneos, através das comparações implicitamente sugeridas, de uma realidade desconhecida, marcada pela falta de liberdade, pela censura e pela intolerância. O ambiente escolar, as relações entre os jovens, as condições de vida das famílias assim perspectivados permitem perceber as modificações introduzidas pela Revolução de Abril e pela Liberdade. Com um discurso vivo e cativante, marcado pela coloquialidade e pelo diálogo e acção constantes, Mário Castrim consegue cativar os leitores e desafiá-los a tirar as suas conclusões pessoais das várias histórias que aqui são narradas.
Por:Ana Margarida Ramos 
Título: O Caso da Rua Jau
Autor(a): Mário Castrim e José Saraiva
Editora: Campo das Letras

 

Recorrendo ao modelo da narrativa histórica, respeitando dados factuais e personagens referenciais (como é o caso da figura central de Salgueiro Maia), o autor propõe, com verosimilhança, uma narrativa paralela acerca da Revolução de Abril, centrada em personagens ficcionais, que cruza a primeira e a contextualiza, aproximando-a do universo de referências dos leitores. Transformando a figura anónima e até marginal do rapaz da bicicleta em elo fulcral, verdadeiro motor, dos acontecimentos de 25 de Abril de 74, o narrador fornece uma perspectiva singular, a partir do ponto de vista de uma criança que testemunha e condiciona o desenrolar de um dia histórico. A ilustração da narrativa, da responsabilidade de António Modesto, também recorre, de forma mais pontual, a uma estratégia semelhante. Partindo de algumas imagens fotográficas marcantes do dia da Revolução e, em particular, da actuação de Salgueiro Maia, o ilustrador recria, à semelhança do que acontece na narrativa, um universo paralelo, a partir da história do rapaz que dá título ao livro.
Por: Ana Margarida Ramos 
Título: O Rapaz da Bicicleta Azul
Autor(a): Álvaro Magalhães e António Modesto
Editora: Campo das Letras


Revisitação poética da história do 25 de Abril de 1974, com particular relevo para os antecedentes da Revolução, recriando a vida em Portugal durante a vigência do Estado Novo, Romance do 25 de Abril, de João Pedro Mésseder, sublinha ainda as consequências trágicas desse longo período da História portuguesa contemporânea, como as perseguições políticas, a censura e a Guerra Colonial, entre outros aspectos. A opção pelo "romance", enquanto género da literatura tradicional, permite a valorização da memória e do cariz épico das história narrada, destinada a perdurar pela transmissão de geração em geração. Com ilustrações de Alex Gozblau, o livro ganha uma especial identidade, vendo sublinhada a dimensão referencial da narrativa através da representação iconográfica fiel das figuras cimeiras do Estado Novo. As ilustrações sugerem de forma particularmente intensa a transição entre a Ditadura e a Liberdade, servindo-se da variação cromática com evidentes intenções semânticas e pragmáticas. Vejam-se, como elementos claramente significativos do ponto de vista visual, a articulação entre a capa e a contracapa, assim como a leitura das guardas iniciais e finais, retomando alguns dos motivos simbólicos mais significativos da época revisitada.
Por: Ana Margarida Ramos 
Título: Romance do 25 de Abril em prosa rimada e versificada
Autor(a): João Pedro Mésseder e Alex Gozblau
Editora: Caminho

É a partir de uma metáfora que António Torrado estrutura Vassourinha entre Abril e Maio, obra publicada em 25 de Abril de 2001 e que conta com ilustrações de João Abel Manta. O texto caracteriza-se pela insistência num conjunto muito significativo de jogos de palavras e de sons, pelo recurso à aliteração, à rima e às repetições, sobretudo na primeira parte da narrativa, promovendo sugestões paralelísticas. A divisão da acção em duas partes distintas permite a percepção de dois momentos significativos: o antes e o depois da revolta da vassoura.
Por:Ana Margarida Ramos 
Título: Vassourinha entre Abril e Maio
Autor(a): António Torrado e João Abel Manta
Editora: Caminho