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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

As Janeiras uma tradição


No Natal, os cânticos são uma parte importante das celebrações.
Em certas regiões (e países) existe um costume em que grupos de crianças cantam cânticos e canções de Natal de porta em porta, na esperança de que as pessoas ofereçam doces, chocolates, dinheiro, etc.
Esses cânticos de Natal de rua têm nomes diferentes e ocorrem em dias diferentes conforme os países:
 - Na Grécia, no dia 24 de Dezembro, cantam-se as Kalendas.


- No Reino Unidos e nos Estados Unidos, no dia 26 de Dezembro cantam-se os Christmas Carols.


- Em Espanha cantam-se os Villancicos, geralmente acompanhados por pandeiretas e castanholas.

 

As Janeiras são uma tradição antiquíssima
Formam-se grupos pequenos ou com dezenas de elementos que cantam e animam as localidades, indo de casa em casa ou colocando-se num local central (esta é uma versão mais recente), desejando de uma forma tradicional um bom ano a todos os presentes.
Nos grupos de janeireiros, toca-se pandeireta, ferrinhos, tambor, acordeão e viola, por exemplo.
Em muitas aldeias esta tradição mantém-se viva, especialmente no Norte de Portugal e nas Beiras:
"Nesta altura juntam-se os amigos que vão cantar as janeiras a casa dos vizinhos. Antigamente recebiam filhoses, vinho e outros artigos que as pessoas possuíam"
António Manuel Pereira, presidente da Federação de Ranchos Folclóricos da Beira Baixa.
No entanto, cantar as Janeiras ainda se faz um pouco por todo o País. 
As pessoas visitadas eram (são) normalmente muito receptivas aos cantores e aos votos que vêm trazer, dando-lhes algo e desejando a todos um bom ano. 
Mas há sempre alguém mais carrancudo que não recebe bem os janeireiros, então, segundo uma recolha dos alunos da EB1 de Monte Carvalho, em Portalegre, às pessoas que abrem "bem" a porta canta-se assim: 

Esta casa é tão alta
É forrada de papelão
Aos senhores que cá moram
Deus lhe dê a salvação.

E aos que não abrem a porta canta-se uma canção a dizer que os janeireiros estão zangados, porque as pessoas não lhe abrem a porta. É assim:
 
Esta casa é tão alta
É forrada de madeira
Aos senhores que cá moram
Deus lhe dê uma caganeira.

Estes alunos referem-nos também que no fim os janeireiros fazem um petisco: bebem vinho e comem os chouriços assados.
[Infor. recolhida em junior.te.pt]

 

O mês de janeiro



JANEIRO, primeiro mês do ano, tempo de “cantar as janeiras”.
Essa adorável tradição portuguesa vem do tempo dos romanos, que festejavam o deus Janos, o porteiro do Olimpo, o senhor das Entradas, que podia proporcionar um ano venturoso, exorcizando as energias impuras. 
Era representado com duas cabeças, para retratar os términos e os começos, o passado e o futuro, uma cabeça olhando para trás, o passado e outra olhando para a frente.
Passaram os romanos, o deus Janos ficou relegado ao esquecimento, mas, ainda hoje é costume desejar-se as “Boas entradas” entre amigos e conhecidos.

Como já foi referido, as Janeiras, tipicamente, ocorrem em Janeiro, começando no dia 1 e estendendo-se até dia 6, Dia de Reis ou Epifania. Hoje em dia, muitos grupos (especialmente citadinos) prolongam o Cantar de Janeiras durante todo o mês.
As Janeiras, cantar as Janeiras ou "cantar os Reis" é uma tradição em Portugal que consiste no cantar de músicas pelas ruas por grupos de pessoas anunciando o nascimento de Jesus, desejando um feliz ano novo. Esses grupos vão de porta em porta, pedindo aos residentes as sobras das Festas Natalícias. Hoje em dia, essas 'sobras' traduzem-se muitas vezes em dinheiro.
A tradição geral e mais acentuada, é que grupos de amigos ou vizinhos se juntem, com ou sem instrumentos (no caso de os haver são mais comuns os folclóricos: pandeireta, bombo, flauta, viola, etc.). Depois do grupo feito, e de distribuídas as letras e os instrumentos, vão cantar de porta em porta pela vizinhança.
Terminada a canção numa casa, espera-se que os donos tragam as janeiras (castanhas, nozes, maçãs, chouriço, morcela, etc. Por comodidade, é hoje costume dar-se chocolates e dinheiro, embora não seja essa a tradição).
No fim da caminhada, o grupo reúne-se e divide o resultado, ou então, comem todos juntos aquilo que receberam.
As músicas utilizadas, são por norma já conhecidas, embora a letra seja diferente em cada terra. São músicas simples, habitualmente à volta de quadras simples que louvam o Menino Jesus, Nossa Senhora, São José e os moradores que contribuíram. Tipicamente havia também algumas quadras insultuosas reservadas para os moradores que não davam as janeiras. 
Nos últimos anos, celebrizou-se uma música de Zeca Afonso, intitulada "Natal dos Simples" que, como começa com a frase 'vamos cantar as janeiras...' é entendida por alguns como se fosse música de Janeiras, embora não seja uma canção de folclore.


Grandes escritores também recolheram quadras de Janeiras, foi o caso de  
Vitorino Nemésio 


Ó de casa, alta nobreza,
Mandai-nos abrir a porta,
Ponde a toalha na mesa
Com caldo quente da horta!
Teni, ferrinhos de prata,
Ao toque desta sanfona!
Trazemos ovos de prata
Fresquinhos, prá vossa dona.

Senhora dona de casa,
À ilharga do seu Joaquim,
Vermelha como uma brasa
E alva como um jasmim!
Vimos honrar a Jesus
Numas palhinhas deitado:
O candeio está sem luz
Numa arribana de gado.

Mas uma estrela dianteira
Arde no céu, que regala!
A palha ficou trigueira,
Os pastorinhos sem fala.
Dá-lhe calorzinho a vaca,
O carvoeiro uma murra,
A velha o que traz na saca,
Seus olho mansos a burra.

Já as janeiras vieram,
Os Reis estão a chegar,
Os anos amadurecem:
Estamos para durar!
Já lá vem Dom Melchior
Sentado no seu camelo
Cantar as loas de cor
Ao cair do caramelo.

O incenso, mirra e oiro,
Que cheirais e luzis tanto,
Não valeis aquele tesoiro
Do nosso Menino santo!
Abride a porta ao peregrino,
Que vem de num longe, à neve,
De ver nascer o Menino
Nas palhinhas do preseve.

Acabou-se esta cantiga,
Vamos agora à chacota:
Já enchemos a barriga,
Sigamos nossa derrota!
Rico vinho, santa broa
Calça o fraco, veste os nus!
Voltaremos a Lisboa
Pró ano, querendo Jesus

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Já os três reis são chegados!


Já os três reis são chegados
À lapinha de Belém
A adorar o Deus Menino
Nos braços da Virgem Mãe.

Os três reis do Oriente
Vieram com grande cuidado
Visitar o Deus Menino
Por uma estrela guiados.

A linda estrela os guiou
Até à sua cabaninha
Onde estava o Deus Menino
Deitadinho na palhinha.

Venho dar as Boas Festas
As Boas Festas d' Alegria
Que vos manda o Rei da Glória
Filho da Virgem Maria. 

(Autor desconhecido)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A história dos três reis

Clica na imagem

Só faltam os reis! Opções de leitura


Sinopse:
Joana, menina rica e prisioneira no seu jardim, faz amizade com o Manuel, criança órfã e pobre, que vive num estábulo na companhia de uma vaca e de um burro. Todos os dias se encontram e conversam debaixo do cedro. Na noite de Natal, ao aperceber-se de que os pobres não têm presentes, resolve sair para procurar a cabana onde dorme o seu amigo para lhe dar as prendas que tinha recebido. Sente frio e medo, mas não desiste; orientada por uma estrela, penetra no pinhal onde encontra os três Reis magos que também se dirigiam para a cabana. Quando ali chegaram, viram um casebre sem porta inundado pela claridade dos anjos; ali estava, deitado na palha, o Manuel. A Joana ajoelhou-se e poisou no chão os presentes.
Título: A Noite de Natal
Autor(a): Sophia de Mello Breyner Andresen
Editora: Figueirinhas
Título: Os três reis do oriente
Autor(a): Sophia de Mello Breyner Andresen
Editora: Figueirinhas

Para os mais pequeninos cantarem

Queres ser um rei?

Aqui ficam alguns moldes que te podem ajudar a construir a tua
coroa para festejar o Dia de Reis



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Ursinho Mágico. Natal IX

Hoje, 120º Aniversário do Bailado Quebra-Nozes

O Quebra-nozes, uma tradição natalícia em todo o mundo, é também, junto com A Bela Adormecida e O lago dos Cisnes, o bailado mais célebre de Tchaikovsky. Estreou em Dezembro de 1892 no legendário T
eatro Mariinskii de São Petersburgo, sob a coreografia original de Lev Ivanov e o libreto de Marius Petipa.
A história é inspirada no célebre conto de E.T.A. Hoffmann, “O quebra-nozes e o rei dos ratos”, um argumento que já de si é baseado numa adaptação que Alexandre Dumas pai fez do texto.

A história deste bailado decorre na Alemanha, em casa do respeitável juiz Stahlbaum, na noite de Natal. O casal e seus filhos – Clara, Luisa e Fritz – recebem a visita dos seus familiares, entre os quais o velho Drosselmayer, um solteirão excêntrico e amante da magia. Este traz a Clara um presente muito especial: um Quebra-nozes de madeira. Fascinada com o seu novo brinquedo, a menina adormece abraçada a ele. A meio noite, Clara acorda: os brinquedos ganharam vida e está a ser perseguida por um exército de ratos. Desencadeia-se então uma batalha entre os ratos e os soldados, liderados pelo Quebra-nozes. Vencido o exército dos ratos, Clara e o seu Quebra-nozes empreendem uma caçada ao Rei dos ratos no Pais das Neves e em outros lugares mágicos, onde vivem extraordinárias aventuras. Por fim, Clara desperta em sua casa junto ao seu boneco.

O Quebra-nozes é, assim, uma fábula que fala da saudade perpétua pela infância perdida e do contraste entre a realidade do mundo dos adultos e o mundo dos sonhos das crianças. Graças ao seu colorido, à extraordinária imaginação com que são caracterizadas as personagens e as suas aventuras, e à inesquecível música de Tchaikovsky, O Quebra-Nozes é um dos ballets mais representados do mundo, muito especialmente nesta quadra.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Aqui, bem perto de si!


Vá até lá com os seus filhos, Oficinas de Inverno no Parque Biológico de Gaia


Oficina Natal na Floresta:
17 a 21 dezembro
Nesta oficina de 5 dias, para além de conhecer o Parque, alimentar animais e confecionar guloseimas de Natal vamos também preparar uma peça de teatro- “Natal da Bicharada”. Em cada dia uma tarefa diferente para que no final da semana se apresente o teatro aos pais na festa de Natal.