quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Falatam 5 dias. Natal (XI)



Querido Murilo: será mesmo possível
Que você este ano não chegue no Verão
Que seu telefonema não soe na manhã de Julho
Que não venha partilhar o vinho e o pão

Como eu só o via nessa quadra do ano
Não vejo a sua ausência dia-a-dia
Mas em tempo mais fundo que o quotidiano

Descubro a sua ausência devagar
Sem mesmo a ter ainda compreendido
Seria bom Murilo conversar
Neste dia confuso e dividido

Hoje escrevo porém para a Saudade
- Nome que diz permanência do perdido
Para ligar o eterno ao tempo ido
E em Murilo pensar com claridade -

E o poema vai em vez deste postal
Em que eu nesta quadra respondia
- Escrito mesmo na margem do jornal
Na baixa - entre as compras de Natal

Para ligar o eterno a este dia.

Sophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Colaborar, partilhar deu este resultado!!!

O projeto "TOMA LÁ, DÁ CÁ" Eis o RESULTADO!!! BEM HAJA a todos os pais e familiares que GENEROSAMENTE colaboraram! 
A vossa partilha vai atenuar a "aflição" de muitas família!



A nossa biblioteca sempre ocupada!!! Aqui ficam os números.


Faltam 6 dias. Natal (X)

SINOPSE:
 "No Inverno, não há no vale dos ursos nem cogumelos, nem amoras, nem mel; só neve, neve e mais neve... É por isso que, nessa altura, todos os ursos, grandes e pequenos, vão para a cama e fazem o seu sono de Inverno. Mas, este ano, nem todos os ursos estão a dormir... O Simão, por mais voltas que dê na cama, não consegue adormecer! Há uma coisa que não lhe sai da cabeça: será que o Pai Natal não se vai esquecer dele? Pelo sim pelo não, o Simão resolve fazer-lhe um sinal... Resultará?" 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Faltam 8 dias. Natal (VIII)

TÍTULO: Quem Dá Prenda ao Pai Natal?
AUTOR: Alexandre Honrado
EDITORA: Gradiva Júnior
Sinopse:
De um autor consagrado, a única e verdadeira história do Natal do Pai Natal que, afinal, veste de azul. Desvendem este e outros segredos bem guardados até agora, num livro soberbamente ilustrado que apelará irresistivelmente aos mais pequenos. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Faltam 11 dias. ( Natal VI )

O Natal tinha de estar perfeito e a Mili ainda tinha muito por fazer: cozinhar, limpar e esfregar, até estar tudo na perfeição!
Mas, ao descobrir que os seus amigos precisam de ajuda, todos os seus planos se viram do avesso... Como é que agora ela poderá ter um Natal perfeito?
 

Uma história encantadora sobre amizade e bondade 

Com a mensagem de que o Natal tem tudo a ver com partilha

 

O Melhor NATAL de sempre!


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Faltam 13 dias...( IV Natal)


"Gui e o Natal Verde no Planeta Azul” conta a história de um menino preocupado com os outros meninos e com o Ambiente, que se vê envolvido numa aventura mágica na noite de Natal. Este é um livro recheado de mensagens pedagógicas sobre reciclagem, separação dos lixos e sobre a importância da partilha e da solidariedade social para a construção de um mundo melhor. 

Faltam 13 dias...( III Natal)


"Feliz Natal" em diversos idiomas
 

Alemanha "Froehliche Weihnachten"
Arábia "Milad Majid" ou "Milad Saeed"
Argentina "Feliz Navidad"
Armênia "Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand"
Bulgária "Tchestita Koleda" ou "Tchestito Rojdestvo Hristovo"
Camboja "Soursdey Noel"
China (Cantonês) "Sing Daan Faai Lok"
China (Mandarin) "Sheng Dankuai Le"
Coréia "Sung Tan Jul Chuk Ha"
Croácia "Sretan Bozic"
Dinamarca "Glædelig Jul"
Escócia "Nollaig chridheil huibh"
Eslováquia "Vesele Vianoce. A stastlivy Novy Rok"
Eslovênia "Srecen Bozic"
Espanha "Feliz Navidad"
Estônia "Roomsaid Joulu Puhi"
Filipinas "Maligayang Pasko"
Finlândia "Hauskaa Joulua"
França "Joyeux Noël"
Grécia "Kala Christouyenna"
Havaí "Mele Kalikimaka"
Holanda "Vrolijk Kerstfeest"
Índia "Shub Naya Baras"
Indonésia "Selamat Hari Natal"
Inglaterra "Merry Christmas"
Iraque "Idah Saidan Wa Sanah Jadidah"
Islândia "Gledileg Jol"
Israel "Mo'adim Lesimkha. Chena tova"
Itália "Buon Natale"
Japão "Meri Kurisumasu"
Lituânia "Linksmu Kaledu"
Malaia "Selamat Hari Natal dan Tahun Baru"
Noruega "Gledelig Jul"
Nova Guiné "Meri Christmas"
Paquistão "Shadae Christmas"
Peru "Felices Fiestas" ou "Feliz Navidad"
Polônia "Wesolych Swiat Bozego Narodzenia"
Portugal "Feliz Natal"
Romênia "Sarbatori Fericite"
Rússia "S Rozhdestvom Kristovym"
Sérvia "Hristos se rodi"
Suécia "God Jul"
Tailândia "Suksan Christmas"
Taití "Ia ora'na no te noere"
Turquia "Noeliniz Ve Yeni Yiliniz Kutlu Olsun"
Ucrânia "Z Rizdvom Krystovym" ou "Veselogo Rizdva"
Vietnã "Chuc Mung Giang Sinh"

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Hoje, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, razão que leva a Câmara Municipal e a Equipa DAP de Vila do Conde (Deficiência, Abordagem Plurinstitutcional) a assinalar esta data, visando sensibilizar e informar a população para esta problemática.

Do Programa a levar a efeito e que decorrerá de 3 de dezembro a 24 de maio, destaca-se:
- dia 3 às 10h30 - Marcha “Dar Voz à Diferença”
Na cidade, em Junqueira e em Macieira da Maia às 10h30, escolas e jardins de infância irão realizar uma Marcha “Dar Voz à Diferença” por ruas centrais da cidade e freguesias que culminará com mensagens elaboradas pelos alunos. Todos estão convidados a participar.
Na cidade, a partida será na Praça Vasco da Gama, em frente à Câmara Municipal e chegada na Alameda dos Descobrimentos, envolvendo mais de mil e trezentos participantes.

Desde alunos das escolas da cidade, do Madi, do Centro de Apoio e Reabilitação de Pessoas com Deficiência de Touguinha, atletas vilacondenses (Aurora Cunha, Hugo Silva, José Azevedo, Leonel Ramalho e Tiago Lopes, o músico Paulo Praça e também população em geral.
Em Junqueira a partida será da escola Dr. Carlos Pinto Ferreira percorre ruas centrais e termina na escola.
Em Macieira da Maia, a partida será das diferentes escolas e jardins de infância até o Largo de Vilarinho.
Sempre presente está o objetivo de sensibilizar e mobilizar toda a comunidade para esta problemática.
A proposta é, partilhar-se o espírito de viver solidário.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ontem foi...Dia da Restauração da Independência


Ontem, dia 1 de Dezembro deixou de ser feriado nacional  em Portugal.
Neste dia, tão importante,  comemora-se o Dia da Restauração da Independência.
Queres saber porquê?
Tudo começou em finais do séc. XVI: o rei de Portugal era D. Sebastião.
Em 1578, D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África. Portugal ficou, assim, sem rei, pois D. Sebastião era muito novo e ainda não tinha filhos, não havia herdeiros directos para a coroa portuguesa.
Assim, quem subiu ao trono foi o Cardeal D. Henrique, que era tio-avô de D. Sebastião. Mas só reinou durante dois anos porque nem todos estavam de acordo com ele como novo rei.
Mas atenção: estas coisas nunca são simples, houve muitos pretendentes e isto deu muita confusão...
Em 1580, nas Cortes de Tomar, Filipe II, rei de Espanha, foi escolhido como o novo rei de Portugal. A razão para a escolha foi simples: Filipe II era filho da infanta D. Isabel e também neto do rei português D. Manuel, por isso tinha direito ao trono.
Nessa altura, era frequente acontecerem casamentos entre pessoas das cortes de Portugal e Espanha, o que fazia com que houvesse espanhóis que pertenciam à família real portuguesa e portugueses que pertenciam à família real espanhola.
Durante 60 anos, viveu-se em Portugal um período que ficou conhecido na História como "Domínio Filipino". Depois do reinado de Filipe II (I de Portugal), veio a governação de Filipe III (II de Portugal) e Filipe IV (III de Portugal). Estes reis governavam Portugal e Espanha ao mesmo tempo, como um só país.
Os portugueses acabaram por revoltar-se contra esta situação e, no dia 1 de Dezembro de 1640, puseram fim ao reinado do rei espanhol num golpe palaciano (um golpe só para derrubar o rei e o seu governo).
Sabias que havia também defensores do rei espanhol em Portugal? Mas o povo não gostava disso porque o País não era governado com justiça e havia muitos problemas e ataques às províncias ultramarinas e, especialmente, ao Brasil.
 Na altura, a Duquesa de Mântua era vice-rainha e Miguel de Vasconcelos era escrivão da Fazenda do Reino. Tinha imenso poder.
No dia 1 de Dezembro de 1640, os Restauradores mataram-no a tiro e foi defenestrado (atirado da janela abaixo) no Paço da Ribeira.
Filipe III abandonou o trono de Portugal e os portugueses escolheram D. João IV, duque de Bragança, como novo rei.
O dia 1 de Dezembro passou a ser comemorado todos os anos como o Dia da Restauração da Independência de Portugal, já que o trono voltou para um rei português. 
 (in, http://www.junior.te.pt)


"Toma lá, dá cá". Quando todos ajudam nada custa!

Um cabaz de Natal diferente!!!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Outra vez.."Era uma vez um dia normal de escola"

http://www.youblisher.com/p/761976-Era-uma-vez-um-dia-normal-de-escola/


Livro recomendado para o 1º ano de escolaridade destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade III.
Sinopse:
Era um dia normal, igual a tantos outros. E um rapaz, também como tantos outros, fez o seu percurso habitual até à escola, como normalmente fazia. O que ele não sabia era que, nesse dia normal, ao conhecer o seu novo professor, algo de EXTRAORDINÁRIO iria acontecer! Escrito por Colin McNaughton e ilustrado por Satoshi Kitamura, este livro leva-nos à descoberta do imaginário das crianças, através da força inspiradora e poética da música;
ERA UMA VEZ UM DIA NORMAL DE ESCOLA mostra-nos de que forma pode um professor inspirar e motivar uma turma inteira: um livro sobre os adultos que todas as crianças queriam - e deviam - ter!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A Lenda de S. Martinho




Martinho nasceu entre o ano de 315 e 317 em Sabaria, no território da actual Hungria. Era filho de um soldado do exército romano e, como era tradição, acabou por seguir a profissão do pai, tendo entrado para o exército com apenas 15 anos de idade.
Apesar de professar a religião dos seus antepassados, adorando os deuses que faziam parte da mitologia romana, o jovem Martinho não era sensível à religião pregada três séculos antes por um homem bom de Nazaré. Um dia aconteceu um facto que o marcou para toda a sua vida:
Numa noite fria e chuvosa de Inverno, às portas de uma localidade de França chamada Amiens, talvez no ano de 338, Martinho ia a cavalo quando viu um homem quase sem roupa no corpo, com um ar miserável, que lhe pediu uma esmola. Como Martinho não levava consigo qualquer moeda, cortou a sua capa ao meio e, num gesto de ternura, entregou metade ao mendigo para que este se pudesse agasalhar.
Reza a lenda que o mendigo seria o próprio Jesus e que, depois de ter recebido metade da capa de São Martinho, a chuva parou imediatamente e os raios de sol começaram a aparecer por entre as nuvens.
A partir desse dia Martinho sentiu-se um homem novo, tendo sido baptizado provavelmente na Páscoa do ano de 339. Como, oficialmente, só podia abandonar o exército com a idade de 40 anos, Martinho optou por se exilar para, desta forma, se afastar da vida militar.
Com o tempo as suas pregações e o seu exemplo de despojamento e simplicidade fizeram dele um homem considerado Santo e muitos homens seguiram-no, optando pela vida monástica.
No ano de 357 Martinho foi dispensado oficialmente do exército e, em 371, aclamado bispo de Tours. Faleceu em Candes no dia 8 de Novembro de 397 e o seu corpo foi acompanhado por mais de dois mil monges e muitos homens e mulheres devotos, tendo chegado à cidade de Tours no dia 11 de Novembro.
O seu culto começou logo após a sua morte e, hoje em dia, um pouco por toda a Europa, os festejos em honra de São Martinho estão relacionados com o cultivo da terra, previsões do ano agrícola, festas e canções desejando abundância e, nos países vinícolas do Sul da Europa, com o vinho novo e a água pé.
O São Martinho é festejado não só em Portugal, mas também na Galiza e nas Astúrias, em Espanha. Antigamente, nos tempos dos nossos avós, eram frequentes os "Magustos". Grandes fogueiras ao ar livre, no campo, reuniam amigos e familiares que cantavam e dançavam enquanto as castanhas estalavam no lume. O vinho novo, jeropiga ou água-pé acompanhavam as castanhas assadas, pois, como diz o ditado popular "no dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho". Os vendedores de castanhas assadas são um dos símbolos de São Martinho. É nesta época do ano em que, evocando a lenda do Santo, o tempo sempre melhora, período ao qual o povo chama "Verão de São Martinho".

Foi assim no passado ano, o google "faz o seu magusto"

Clique na imagem e aceda
a muita informação sobre o Dia de S. Martinho

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Queres saber o que é que se passa na noite de 31 de Outubro para o dia 1 de Novembro???


Dia de Todos os Santos 
Se reparares no calendário da Igreja, cada dia tem o seu santo. No entanto, há mais santos do que os 365 dias do ano...
Por isso, a Igreja Católica escolheu o dia 1 de Novembro para os honrar a todos. Daí ser "Dia de Todos os Santos". Até ao ano de 2012, era feriado.
No início do século VII, o Papa Bonifácio IV designou o dia 1 de Novembro como "O Dia de Todos os Santos". No século X, a Igreja dedicou o dia 2 de Novembro às almas, em memória de todos os falecidos.
Sabes de onde vem a palavra Halloween? É que Dia de Todos os Santos diz-se em inglês All Hallows Day. E, como vais descobrir, a noite anterior a este dia é muito importante, por isso Halloween é uma abreviatura de All Hallows Even - "Noite de Todos os Santos"!
Halloween, Dia de Todos os Santos e Dia de Finados (dos Mortos) passaram a fundir-se numa mesma tradição. Tudo isto se relaciona: os santos, a vida, a morte, a festa...

Acreditava-se que na Noite das Bruxas os fantasmas voltavam à Terra em busca de alimento e companhia para levarem para o outro mundo.
Assim, as pessoas pensavam que encontravam almas penadas se saíssem de casa nessa noite. 

Por isso, para não serem reconhecidas pelos fantasmas, usavam máscaras quando saíam de casa, para serem confundidas com espíritos que andavam à solta a tentar apanhar almas vivas. E para manter os espíritos longe de casa, as pessoas colocavam tigelas de comida à porta para os satisfazer e os impedir de entrar.
Também para se proteger, carregam lanternas, porque a luz e os fantasmas não se dão muito bem... Uns são da noite e das trevas (escuridão e morte) e a luz significa a vida.

"Pão por Deus"
Celebrar o Dia de Todos os Santos
Em Portugal, no dia de Todos os Santos, de manhã bem cedinho, as crianças saem à rua em pequenos grupos para pedir o "Pão por Deus".
Passeiam assim por toda a povoação e ao fim da manhã voltam com os seus sacos de pano cheios de romãs, maçãs, doces, bolachas, rebuçados, chocolates, castanhas, nozes e, às vezes, até dinheiro!
Há povoações em que se chama a este dia, o "Dia dos Bolinhos".    
 
Antigamente todas as pessoas iam pedir o "Pão por Deus" porque havia muita pobreza e havia mesmo necessidade de pedir.
Normalmente as pessoas punham as mesas com o que tinham em casa (comida e bebida) e, quando chegavam os pobres, entravam e comiam à vontade e à saída ainda lhes davam mais alguma coisa.
Hoje já só pedem as crianças para não se perder a tradição. E mesmo assim, só nas terras mais pequenas.
Sabias que aí é costume neste dia as pessoas confeccionarem broas para comerem e darem?

Halloween - "trick or treat!" 
A tradição de dar doces, guloseimas e frutas veio dos duendes (e da Irlanda), que eram considerados maus pelos antigos celtas.
Nessa noite eles gostavam de pregar partidas ("tricks") aos humanos.
Para lhes agradar e evitar as suas maldades, as pessoas deixavam doces e frutas ("treats") à porta das suas casas.
Daí surgiu a famosa frase "trick ou treat" que dizem as crianças norte-americanas (e canadianas) quando celebram o Halloween, o Dia das Bruxas, e pode ser traduzida como "presentes ou partidas".
Já reparaste que esta história do «Pão por Deus» das crianças portuguesas pedirem à porta das casas é parecida com a das crianças norte-americanas? 


Como se diz que nessa noite os fantasmas andam à solta, todas as partidas são válidas, mas é preciso estar mascarado como eles (os espíritos) para não sermos levados pelas almas do outro mundo.
Também para se protegerem deles, os miúdos carregam lanternas feitas com uma abóbora escavada. 

Essas lanternas também se põem à porta de casa, para espantar os espíritos. 
Desde há algum tempo, Portugal tem-se deixado influenciar por muitos aspectos que não fazem parte da nossa cultura e tem celebrado o Halloween nas escolas, clubes e até em centros comerciais, mas também deviam olhar para as tradições que são mais nossas. 
(Informação recolhida em junior.te.pt)

Mortos e Festas Dia de Todos os Santos : Halloween e Santos

Se reparares no calendário da Igreja, cada dia tem o seu santo. No entanto, há mais santos do que os 365 dias do ano...

Por isso a Igreja Católica escolheu o dia 1 de Novembro para os honrar a todos. Daí ser "Dia de Todos os Santos". Ainda por cima é feriado!
No início do século VII, o Papa Bonifácio IV designou o dia 1 de Novembro como "O Dia de Todos os Santos". No século X, a Igreja dedicou o dia 2 de Novembro às almas, em memória de todos os falecidos.
Sabes de onde vem a palavra Halloween? É que Dia de Todos os Santos diz-se em inglês All Hallows Day. E, como vais descobrir, a noite anterior a este dia é muito importante, por isso Halloween é uma abreviatura de All Hallows Even - "Noite de Todos os Santos"!
Halloween, Dia de Todos os Santos e Dia de Finados (dos Mortos) passaram a fundir-se numa mesma tradição. Tudo isto se relaciona: os santos, a vida, a morte, a festa...
Acreditava-se que na Noite das Bruxas os fantasmas voltavam à Terra em busca de alimento e companhia para levarem para o outro mundo.
Assim, as pessoas pensavam que encontravam almas penadas se saíssem de casa nessa noite.
Por isso, para não serem reconhecidas pelos fantasmas, usavam máscaras quando saíam de casa, para serem confundidas com espíritos que andavam à solta a tentar apanhar almas vivas. E para manter os espíritos longe de casa, as pessoas colocavam tigelas de comida à porta para os satisfazer e os impedir de entrar.
Também para se proteger, carregam lanternas, porque a luz e os fantasmas não se dão muito bem... Uns são da noite e das trevas (escuridão e morte) e a luz significa a vida.

"Pão por Deus"
Celebrar o Dia de Todos os Santos
Em Portugal, no dia de Todos os Santos, de manhã bem cedinho, as crianças saem à rua em pequenos grupos para pedir o "Pão por Deus". Passeiam assim por toda a povoação e ao fim da manhã voltam com os seus sacos de pano cheios de romãs, maçãs, doces, bolachas, rebuçados, chocolates, castanhas, nozes e, às vezes, até dinheiro! Há povoações em que se chama a este dia, o "Dia dos Bolinhos".    
Antigamente todas as pessoas iam pedir o "Pão por Deus" porque havia muita pobreza e havia mesmo necessidade de pedir. Normalmente as pessoas punham as mesas com o que tinham em casa (comida e bebida) e, quando chegavam os pobres, entravam e comiam à vontade e à saída ainda lhes davam mais alguma coisa. Hoje já só pedem as crianças para não se perder a tradição. E mesmo assim, só nas terras mais pequenas. Sabias que aí é costume neste dia as pessoas confeccionarem broas para comerem e darem?
Halloween - "trick or treat!" 
A tradição de dar doces, guloseimas e frutas veio dos duendes (e da Irlanda), que eram considerados maus pelos antigos celtas. Nessa noite eles gostavam de pregar partidas ("tricks") aos humanos. Para lhes agradar e evitar as suas maldades, as pessoas deixavam doces e frutas ("treats") à porta das suas casas. Daí surgiu a famosa frase "trick ou treat" que dizem as crianças norte-americanas (e canadianas) quando celebram o Halloween, o Dia das Bruxas, e pode ser traduzida como "presentes ou partidas".
Já reparaste que esta história do «Pão por Deus» das crianças portuguesas pedirem à porta das casas é parecida com a das crianças norte-americanas?
Como se diz que nessa noite os fantasmas andam à solta, todas as partidas são válidas, mas é preciso estar mascarado como eles (os espíritos) para não sermos levados pelas almas do outro mundo.
Também para se protegerem deles, os miúdos carregam lanternas feitas com uma abóbora escavada. 
Essas lanternas também se põem à porta de casa, para espantar os espíritos. 
Desde há algum tempo, Portugal tem-se deixado influenciar por muitos aspectos que não fazem parte da nossa cultura e tem celebrado o Halloween nas escolas, clubes e até em centros comerciais, mas também deviam olhar para as tradições que são mais nossas. 
(Informação recolhida em junior.te.pt)