terça-feira, 29 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
"Eu Escrevo! – Ler o Mar"- CONCURSO (SL 3)
O Concurso «Eu Escrevo! – Ler o Mar» é uma iniciativa do Plano Nacional
de Leitura, em parceria com a Estrutura de Missão para a Extensão da
Plataforma Continental (EMEPC) e com o apoio do Banco Popular, que se
enquadra na 7ª Edição da Semana da Leitura e tem como temática central
LEITURA - MAR.
Janeiro e Fevereiro de 2013
- inscrição da escola/ do agrupamento no SIPNL
- elaboração dos trabalhos
- seleção pelo agrupamento/ escola não agrupada de um trabalho por nível/ciclo de educação e de ensino a apresentar a concurso
Março de 2013
- envio pela escola sede do agrupamento/ escola não agrupada do(s) trabalhos(s) selecionado(s), por nível/ciclo de educação ou de ensino, para o endereço:
concursos@pnlonline.net
Janeiro e Fevereiro de 2013
- inscrição da escola/ do agrupamento no SIPNL
- elaboração dos trabalhos
- seleção pelo agrupamento/ escola não agrupada de um trabalho por nível/ciclo de educação e de ensino a apresentar a concurso
Março de 2013
- envio pela escola sede do agrupamento/ escola não agrupada do(s) trabalhos(s) selecionado(s), por nível/ciclo de educação ou de ensino, para o endereço:
concursos@pnlonline.net
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
É em Vila do Conde a Feira Grande de Janeiro ou...
Feira dos Vinte ou
Feira das Colheres de Pau ou
Feira dos Namorados, assim ficou conhecida uma das feiras que teve origem no século XVIII e uma das mais importantes do Norte do País.
Tudo
começou num alvará régio, promulgado por D. Pedro II, a 5 de Setembro
de 1704, por solicitação das gentes de Vila do Conde, e onde se
instituía a Feira Franca de Santo Amaro, a realizar ao dia 20 de cada
mês.
Durante
séculos a "Feira dos Namorados" foi o local privilegiado para os
jovens encontrarem o seu "par ideal", deslocavam-se até lá nos seus
trajes de festa, levando colheres de pau que serviam de "suporte" para
escrever versos e rimas de amor às suas amadas. Na feira não faltava o
som das gaitas tocadas por músicos galegos e barracas onde se vendiam
vinho, pão e figos.
Esta
colher servia como tema de brincadeira, tentando os rapazes tirá-la às
raparigas, o que provocava correrias e risadas e, por vezes, o início
de alguns namoros.
Uma
outra maneira de iniciar uma relação de amizade, ou até de futuro
compromisso amoroso, consistia em o rapaz oferecer à rapariga que tinha
"debaixo de olho", a colher que tinha decorado, e esta aceitá-la.
Desde
os anos noventa, e até aos dias de hoje, a Câmara Municipal de Vila do
Conde, através das Escolas de Ensino Básico deste concelho, pretende
manter esta tradição, promovendo um concurso de colheres de pau.
Todos
os anos, a autarquia compra centenas daquelas colheres que depois
distribui pelas escolas para os alunos decorarem com pinturas e
desenhos.
As colheres decoradas estarão expostas ao público, entre 9 e 17 de Janeiro, na Casa do Barco, na zona ribeirinha.
Paralelamente à venda das colheres, e contando com a participação da
Associação Velha Lamparina, os alunos irão também recriar o mercado da
época, comercializando produtos típicos da altura, assumindo os alunos
da Escola Profissional a animação do evento com danças e a leitura de
quadras de namorados.
Aqui fica a sugestão: dia 18 de janeiro, vá à Praça de S. João e viva este encontro ou reencontro com o passado.
Aqui fica a sugestão: dia 18 de janeiro, vá à Praça de S. João e viva este encontro ou reencontro com o passado.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Para a Semana da Leitura 2013 - Kit do Mar (SL 2)
O Kit do Mar é composto por um conjunto de fichas que permite aos
professores explorarem diferentes temas relacionados com o mar. A
metodologia de projecto serve de base ao desenvolvimento de cada tema
que pode ser trabalhado em áreas curriculares disciplinares ou não
disciplinares, de enriquecimento curricular ou em qualquer outro
ambiente de educação não formal.
Cada
ficha inclui propostas de actividades e um conjunto de informação
complementar do tema “Mar” (lista bibliográfica sobre vários temas do
mar, lista de contactos de instituições ligadas ao mar, lista de museus
que abordam o tema mar, etc.) As fichas contêm sugestões e orientações
para a realização de actividades, as quais poderão ser desenvolvidas ao
longo do ano ou em actividades pontuais, consoante o grau de
profundidade que se quiser dar ao tema.
Cada
etapa da ficha, desde a motivação até ao produto final inclui um
conjunto de sugestões alternativas que permite ao professor adaptar os
conteúdos aos objectivos e aquisição de competências que pretende
alcançar.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
As Janeiras uma tradição
No Natal, os cânticos são uma parte importante das celebrações.
Em certas regiões (e países) existe um costume em que grupos de crianças cantam cânticos e canções de Natal de porta em porta, na esperança de que as pessoas ofereçam doces, chocolates, dinheiro, etc.
Esses cânticos de Natal de rua têm nomes diferentes e ocorrem em dias diferentes conforme os países:
- Na Grécia, no dia 24 de Dezembro, cantam-se as Kalendas.
- Em Espanha cantam-se os Villancicos, geralmente acompanhados por pandeiretas e castanholas.
As Janeiras são uma tradição antiquíssima
Formam-se grupos pequenos ou com dezenas de elementos que cantam e animam as localidades, indo de casa em casa ou colocando-se num local central (esta é uma versão mais recente), desejando de uma forma tradicional um bom ano a todos os presentes.
Nos grupos de janeireiros, toca-se pandeireta, ferrinhos, tambor, acordeão e viola, por exemplo.
Em muitas aldeias esta tradição mantém-se viva, especialmente no Norte de Portugal e nas Beiras:
"Nesta altura juntam-se os amigos que vão cantar as janeiras a casa dos vizinhos. Antigamente recebiam filhoses, vinho e outros artigos que as pessoas possuíam"
António Manuel Pereira, presidente da Federação de Ranchos Folclóricos da Beira Baixa.
No entanto, cantar as Janeiras ainda se faz um pouco por todo o País.
As pessoas visitadas eram (são) normalmente muito receptivas aos cantores e aos votos que vêm trazer, dando-lhes algo e desejando a todos um bom ano.
Mas há sempre alguém mais carrancudo que não recebe bem os janeireiros, então, segundo uma recolha dos alunos da EB1 de Monte Carvalho, em Portalegre, às pessoas que abrem "bem" a porta canta-se assim:
Esta casa é tão alta
É forrada de papelão
Aos senhores que cá moram
Deus lhe dê a salvação.
E aos que não abrem a porta canta-se uma canção a dizer que os janeireiros estão zangados, porque as pessoas não lhe abrem a porta. É assim:
Esta casa é tão alta
É forrada de madeira
Aos senhores que cá moram
Deus lhe dê uma caganeira.
O mês de janeiro
JANEIRO, primeiro mês do ano, tempo de “cantar as janeiras”.

Era representado com duas cabeças, para retratar os términos e os começos, o passado e o futuro, uma cabeça olhando para trás, o passado e outra olhando para a frente.
Passaram
os romanos, o deus Janos ficou relegado ao esquecimento, mas, ainda
hoje é costume desejar-se as “Boas entradas” entre amigos e conhecidos.
Como já foi referido, as Janeiras,
tipicamente, ocorrem em Janeiro, começando no dia 1 e estendendo-se até
dia 6, Dia de Reis ou Epifania. Hoje em dia, muitos grupos
(especialmente citadinos) prolongam o Cantar de Janeiras durante todo o
mês.
As Janeiras, cantar as Janeiras
ou "cantar os Reis" é uma tradição em Portugal que consiste no cantar
de músicas pelas ruas por grupos de pessoas anunciando o nascimento de
Jesus, desejando um feliz ano novo. Esses grupos vão de porta em porta,
pedindo aos residentes as sobras das Festas Natalícias. Hoje em dia,
essas 'sobras' traduzem-se muitas vezes em dinheiro.
A
tradição geral e mais acentuada, é que grupos de amigos ou vizinhos se
juntem, com ou sem instrumentos (no caso de os haver são mais comuns os
folclóricos: pandeireta, bombo, flauta, viola, etc.). Depois do grupo
feito, e de distribuídas as letras e os instrumentos, vão cantar de
porta em porta pela vizinhança.
Terminada
a canção numa casa, espera-se que os donos tragam as janeiras
(castanhas, nozes, maçãs, chouriço, morcela, etc. Por comodidade, é hoje
costume dar-se chocolates e dinheiro, embora não seja essa a tradição).
No fim da caminhada, o grupo reúne-se e divide o resultado, ou então, comem todos juntos aquilo que receberam.
As
músicas utilizadas, são por norma já conhecidas, embora a letra seja
diferente em cada terra. São músicas simples, habitualmente à volta de
quadras simples que louvam o Menino Jesus, Nossa Senhora, São José e os
moradores que contribuíram. Tipicamente havia também algumas quadras
insultuosas reservadas para os moradores que não davam as janeiras.
Nos últimos anos, celebrizou-se uma música de Zeca Afonso, intitulada "Natal dos Simples" que, como começa com a frase 'vamos cantar as janeiras...' é entendida por alguns como se fosse música de Janeiras, embora não seja uma canção de folclore.
Nos últimos anos, celebrizou-se uma música de Zeca Afonso, intitulada "Natal dos Simples" que, como começa com a frase 'vamos cantar as janeiras...' é entendida por alguns como se fosse música de Janeiras, embora não seja uma canção de folclore.
Grandes escritores também recolheram quadras de Janeiras, foi o caso de
Vitorino Nemésio
Ó de casa, alta nobreza,
Mandai-nos abrir a porta,
Ponde a toalha na mesa
Com caldo quente da horta!
Teni, ferrinhos de prata,
Ao toque desta sanfona!
Trazemos ovos de prata
Fresquinhos, prá vossa dona.
Ao toque desta sanfona!
Trazemos ovos de prata
Fresquinhos, prá vossa dona.
Senhora dona de casa,
À ilharga do seu Joaquim,
Vermelha como uma brasa
E alva como um jasmim!
Vimos honrar a Jesus
Numas palhinhas deitado:
O candeio está sem luz
Numa arribana de gado.
Numas palhinhas deitado:
O candeio está sem luz
Numa arribana de gado.
Mas uma estrela dianteira
Arde no céu, que regala!
A palha ficou trigueira,
Os pastorinhos sem fala.
Dá-lhe calorzinho a vaca,
O carvoeiro uma murra,
A velha o que traz na saca,
Seus olho mansos a burra.
O carvoeiro uma murra,
A velha o que traz na saca,
Seus olho mansos a burra.
Já as janeiras vieram,
Os Reis estão a chegar,
Os anos amadurecem:
Estamos para durar!
Já lá vem Dom Melchior
Sentado no seu camelo
Cantar as loas de cor
Ao cair do caramelo.
Sentado no seu camelo
Cantar as loas de cor
Ao cair do caramelo.
O incenso, mirra e oiro,
Que cheirais e luzis tanto,
Não valeis aquele tesoiro
Do nosso Menino santo!
Abride a porta ao peregrino,
Que vem de num longe, à neve,
De ver nascer o Menino
Nas palhinhas do preseve.
Que vem de num longe, à neve,
De ver nascer o Menino
Nas palhinhas do preseve.
Acabou-se esta cantiga,
Vamos agora à chacota:
Já enchemos a barriga,
Sigamos nossa derrota!
Rico vinho, santa broa
Calça o fraco, veste os nus!
Voltaremos a Lisboa
Pró ano, querendo Jesus
Calça o fraco, veste os nus!
Voltaremos a Lisboa
Pró ano, querendo Jesus
sábado, 5 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Já os três reis são chegados!
Já os três reis são chegados
À lapinha de Belém
A adorar o Deus Menino
Nos braços da Virgem Mãe.
Os três reis do Oriente
Vieram com grande cuidado
Visitar o Deus Menino
Por uma estrela guiados.
A linda estrela os guiou
Até à sua cabaninha
Onde estava o Deus Menino
Deitadinho na palhinha.
Venho dar as Boas Festas
As Boas Festas d' Alegria
Que vos manda o Rei da Glória
Filho da Virgem Maria.
(Autor desconhecido)
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Só faltam os reis! Opções de leitura
Sinopse:
Joana,
menina rica e prisioneira no seu jardim, faz amizade com o Manuel,
criança órfã e pobre, que vive num estábulo na companhia de uma vaca e
de um burro. Todos os dias se encontram e conversam debaixo do cedro. Na
noite de Natal, ao aperceber-se de que os pobres não têm presentes,
resolve sair para procurar a cabana onde dorme o seu amigo para lhe dar
as prendas que tinha recebido. Sente frio e medo, mas não desiste;
orientada por uma estrela, penetra no pinhal onde encontra os três Reis magos
que também se dirigiam para a cabana. Quando ali chegaram, viram um
casebre sem porta inundado pela claridade dos anjos; ali estava, deitado
na palha, o Manuel. A Joana ajoelhou-se e poisou no chão os presentes.
Título: A Noite de Natal
Autor(a): Sophia de Mello Breyner Andresen
Editora: Figueirinhas
Título: Os três reis do oriente
Autor(a): Sophia de Mello Breyner Andresen
Editora: Figueirinhas
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